Líderes de partidos de oposição na Câmara defenderam neste sábado
(10) o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara
dos Deputados, a partir da revelação de detalhes sobre contas que ele supostamente mantinha na Suíça.
Por meio de nota à imprensa, os líderes do PSDB, Solidariedade, PSB,
DEM, PPS e Minoria na Casa (bloco que reúne os oposicionistas) pedem que
ele se afaste do cargo "até mesmo para que ele possa exercer, de forma
adequada, o seu direito constitucional à ampla defesa". "Sobre as denúncias contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha,
noticiadas pela imprensa, os líderes Carlos Sampaio [PSDB-SP], Arthur
Maia [SD-BA], Fernando Bezerra Filho [PSB-PE], Mendonça Filho [DEM-PE],
Rubens Bueno [PPS-PR] e Bruno Araújo [PSDB-PE], respectivamente do PSDB,
Solidariedade, PSB, DEM, PPS e Minoria, entendem que ele deve
afastar-se do cargo, até mesmo para que possa exercer, de forma
adequada, o seu direito constitucional à ampla defesa", diz a nota.
Pouco depois do pedido de afastamento feito pelos líderes dos partidos
de oposição, a assessoria de imprensa do presidente da Câmara, Eduardo
Cunha, divulgou nota à imprensa na qual ele reafirma que permanecerá no cargo (leia abaixo).
Mais cedo neste sábado, em entrevista à GloboNews por telefone, Cunha disse que não renunciará à presidência da Câmara apesar das novas revelações envolvendo contas atribuídas a ele na Suiça. "Pode pressionar, eu não renuncio. Sem a menor chance. Podem retirar
apoio, fazer o que quiserem. Tenho amplo direito de defesa. Não podem me
tirar'', afirmou ele.
Os líderes passaram a manhã e a tarde deste sábado conversando, por
telefone, sobre a situação do peemedebista, que em julho, declarou
adesão à oposição ao governo e deu diversos cargos de comando a
oposicionistas em comissões e relatorias de projetos importantes na
pauta da Casa.
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